julho 01, 2008

Trilogia Cósmica


1 - Além do Planeta Silencioso

Um malvado cientista chamado Weston seqüestra o insigne doutor Ransom e o envia, contra a sua vontade, para o planeta vermelho de Malacandra.
Ali o aguarda um triste fim: converter-se na vítima de um sacrifício.
Entretanto, uma vez em Malacandra, Ransom consegue escapar de seus captores e descobre que se encontra em Marte, um mundo povoado por seres inocentes e sem pecado, que vivem em harmonia com o resto dos mundos do Campo da Árvore, o sistema solar, amparados pela benéfica influência do Criador, Maleldil e que nunca conheceram a maldade do oyarsa rebelde que vive em Thulcandra, a Terra, o planeta silencioso e isolado que não fala o idioma da Árvore.
Com esta novela foi introduzida a novidade na ficção científica de apresentar os habitantes de outro planeta como seres bondosos, e se aponta já a idéia dos universos paralelos, que Lewis usaria em seguida nas Crônicas de Narnia, muito antes de que fosse um tópico nas novelas do gênero.
De um ponto de vista popular é a novela mais atraente da trilogia por ser a mais tensa, o argumento é acompanhado com interesse e o autor consegue transmitir ao leitor o assombro diante dos descobrimentos de Ransom e o vaivém de sentimentos que o assaltam.
Reedição: Yuna

2 - Perelandra

Na segunda novela, o destino de Ransom é Vênus, ou Perelandra, onde de novo se encontra com Weston. Enquanto este tenta convencer a Dama a, como uma segunda Eva, desobedecer à ordem recebida de Maleldil, o Criador, Ransom procura evitar isso. Acontecem muitos combates, primeiro dialéticos e em seguida físicos, entre os dois, em que discutem questões morais e nos quais, por exemplo, Ransom descobre para que nos foi dado o ódio.
Perelandra era a novela preferida de Lewis, depois de "Enquanto não temos rosto", e, sem dúvida, nela brilham ao máximo a riqueza e precisão de sua linguagem, mas também, de um ponto de vista estritamente novelesco, sobram alguns exageros descritivos, apesar de magníficos por si mesmos.
Digitalização: FB
Reedição: Yuna

3 - Aquela Força Medonha

Desta vez, Ransom encabeça a luta de um grupo de pessoas contra forças totalitárias, que trabalham amparadas por uma instituição tecnológica chamada N.I.C.E. e que desejam dominar a Terra. Finalmente, a vitória chegará com o reaparecimento e a intervenção de um surpreendente Merlín. Nesta novela, a mais extensa da trilogia, embora contenha muitas idéias e cenas magníficas, também falta controle narrativo: Lewis carrega a mão na apresentação negativa dos malvados e, sobretudo, tornou por demais complexa a história, que além de depender da leitura das novelas anteriores da trilogia, também contém muitas referências mitológicas e literárias.
Mesmo não tendo alcançado a qualidade dos volumes anteriores, também revela as qualidades de C. S. Lewis: originalidade, capacidade imaginativa, sabedoria literária, solidez intelectual. Por isso, apesar de suas falhas, é uma novela que merece ser conhecida. Basta ver que outros autores que têm tentado abordar em suas novelas teses na mesma linha de teologia-ficção, estão muito longe dos conhecimentos filosóficos e teológicos do autor, além de não terem facilidade para igualar sua preparação específica e seu talento para expor as coisas com brilhantismo e clareza, não alcançando nem de longe sua altura e sua coerência.

Fonte: Semeadores da Palavra




 
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