dezembro 19, 2009

Natal - A festa dos homens

 

FILHOS DO SOL NATAL

Cam, filho de Noé, gerou um filho a que podemos chamar um monstro político-religioso. O seu nome era Ninrode. Este nome, em hebraico, deriva de (Marad), que significa: (ele se rebelou) ou (o rebelde).

Foi ele o fundador do sistema político competitivo e imperial babilônico, cujas raízes deram origem a muitos sistemas políticos de que a História nos conta.

O começo da apostasia, imediatamente após o dilúvio, e a causa dos homens se terem afastado de Deus, tem origem precisamente nesta organização que fora criada por Ninrode.

Era tão perverso que casou com própria mãe a qual se chamava Semiramis.

Depois de Ninrode morrer, Semiramis criou o mito da sua sobrevivência pós-morte, ao afirmar que ele passaria a existir como um ente espiritual, alegando que um grande pinheiro cresceu de um dia para o outro de um pedaço de árvore morta.

Esse pinheiro era o símbolo vivo da passagem de Ninrode para outra forma de vida. Todos os anos, por ocasião do seu aniversário, Ninrode visitava o pinheiro e deixava nele oferendas.

A data do seu aniversário coincide precisamente com o nosso 25 de Dezembro.

Com o andar do tempo Semiramis converteu-se, não só para os caldeus, como para outros povos, na “Rainha do Céu”; e Ninrode era o filho de Baal, o deus-sol das civilizações antigas.

Desta dualidade mítica nasceram os cultos ancestrais, das (mater) com o menino, e as suas réplicas de divindades diversas, célticas e mesopotâmicas, que se tornaram no objecto de adoração principal dos vários povos.

No Egito encontramos a tríade Osíris, Isis e Horus. Na Ásia são Cibele e Deois. Na Grécia e na China temos as célebres madonas; e em Roma era Fortuna e Jupiterpuer.

No Egito antigo acreditava-se que o filho de Isis - Horus - nascera no dia que hoje corresponde ao 25 de Dezembro no nosso calendário.

A Árvore-sempre-viva era um elemento simbólico predominante no culto prestado a essa divindade e o seu uso com madeiro para queimar em cerimônias anuais tinha com intenção estimular o deus-sol em declínio quando ele atinge o solstício de Inverno.

Já muitos séculos antes o pinheiro era a árvore preferida de Tamuz, filho de Ninrode e de Semiramis, a deusa virgem babilônica (Ezequiel 8.14).

O CULTO PRIMITIVO

Os adoradores do sol remontam às épocas mais antigas da História da humanidade.

Os cultos votados pelos egípcios ao deus Ra; pelos assírios ao deus Shamash; e mais tarde pelos celtas e gauleses ao deus-sol, provam que esta divindade é preponderante nas crenças ancestrais.
Esse cultos profanos são inclusivamente denunciados nas Escrituras:

“Estavam à entrada do Templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de 25 homens de costas para o templo do Senhor, com os rostos para o oriente; e eles adoravam o sol virados para o oriente.” (Ezequiel 8.16)

Desde a antiguidade que se atribui ao sol um poder terapêutico e mágico. Os fieis tratavam os seus males por feitiços solares, enquanto se expunham aos seus raios benéficos.

Um texto assírio dá-nos conta disso:

“Graças a ti, Shamash, todo poderoso, o doente passará esta crise que lhe provocou a mudança de lua. Envia-lhe os teus raios salutares que atenuarão a sua enfermidade. Que por tua ordem a doença se dissipe, que a crise seja vencida, que o doente sobreviva.”

Shamash, o deus-sol dos caldeus tinha um templo em Babilónia que se chamava Etemenanki, que quer dizer a (casa das sete direcções do céu e da terra.)

Todas as manhãs, ao nascer do sol, recitavam o hino solar em direcção ao levante, do alto da torre mais alta:

“Sou a chama de ouro, a grande insígnia dos deuses, a chama protectora. Que os corações do meu deus e da minha deusa se abram e que deles saia o meu destino.”

Os persas também tinham os seus deuses inspirados no sol. Entre eles destaca-se o deus Agni.

No dia que corresponde ao nosso 24 de Dezembro queimavam o seu deus manufacturado de um tronco de árvore; isto depois de já terem feito outro que reponham no lugar do anterior.

Então com o novo deus em vigor, os dias começavam a aumentar porque segundo supunham, o seu deus jovem estava cheio de vigor para produzir dias maiores. Adoravam-no então com diversas solenidades aparatosas e sacrifícios humanos.

No dia que corresponde ao nosso 25 de Dezembro celebravam um estranho ritual que consistia no seguinte: No templo, onde guardavam o deus Agni de trás de uma cortina, havia uma fresta do lado oriental, por onde penetrava o sol ao nascer.

Esses raios iam incidir na parte posterior da cabeça do sacerdote que era dotado de uma calva espelhada. Ao refletirem-se nela iriam projectar-se num espelho em forma de sol, do qual derivou a custódia usada nos templos católicos romanos; e daí iria incidir no deus feito de madeira, que se encontrava no seu nicho com a cortina aberta.

Tudo isto era feito entre a noite do dia equivalente ao nosso 24 de Dezembro e o nascer do sol do dia 25. Um sacerdote voltado de costas para o povo. Quando os raios solares penetravam através da fresta do templo, e após todos estes ricochetes, o sacerdote voltava-se então para o povo e ministrava as bençãos.

Ra, o deus-sol egípcio foi quem primeiro reinou no país, segundo se crê. Era por esse motivo que o descendente directo do deus, o faraó, recebia culto tal como o seu antepassado.

Os seus templos eram orientados de modo a que o nascer do sol ocorresse entre os dois pilares da entrada que eram encimados pelo sinal (neter), uma forma simbólica de falcão real, representante do deus-sol.

Nos hieroglifos, a cabeça da vaca sagrada, vestal de Ra, tem entre os chifres o dístico solar. Os grandes mágicos da corte dos faraós auto-denominavam-se os (donos dos raios).

Entre as tribos maias, da América do Sul, e em particular a dos Huichol, esses mesmos raios solares eram representados pela flecha, vector ou mensageiro das aspirações humanas junto de Talé-houari, o seu deus-sol, cujo nome significa (nosso avô o fogo).

O Egito primitivo empregava menires indicadores e depois utilizou o obelisco para consagrar os seus cultos ao sol.

O mesmo acontece com menires bretões cujo estudo da sua orientação tem demostrado o seu significado cronográfico.

As unidades de Stonehenge, na Inglaterra e a de Kergonan na Bretanha, constituem verdadeiros templos solares.

Segundo Plínio, o nome obelisco significa (consagrados ao sol), sendo ao mesmo tempo a imagem dos raios solares. Eram também chamados raios solares petrificados. A sua função, tal como a dos menires, era marcar a posição do nascer do sol e permitirem o conhecimento da situação do Sol no céu marcando a data em que o ano deveria ser purificado pelos ritos. Isto ocorria no dia do calendário lunar equivalente ao actual 25 de Dezembro.

O ritual simbólico que evocava os mistérios do deus solar egípcio era diário e tinha a ver com o nascer e o pôr do sol: Osíris, o deus recém nascido envelhecia e tornava à tarde no deus Hórus, o qual casava com Isis, a deusa lua.

Esta chorava de noite (o orvalho eram as lágrimas) a morte do seu esposo, mas desse casamento voltava a nascer Osíris na manhã seguinte. Nessa sequência perpétua era assegurada a imortalidade dos deuses, que careciam dum ritual anual de revigoração do inverno.

PAGANISMO CRISTIANIZADO

As civilizações gregas e romanas introduziram nos seus costumes as celebrações saturnais, que consistiam em festejos dedicados ao deus-sol, denominados NATAALIS SOLIS INVICTI, ou seja: (o nascimento do sol invencível).

Celebrado de forma semelhante à dos persas, no solestício do inverno, este ritual tinha a ver com o facto de o período do dia diminuir em relação ao da noite até 24 de Dezembro (do calendário actual) e daí em diante começa a aumentar até ao mês de Julho.

Os festejos iam do dia 17 de Dezembro até ao dia 24, e neles o povo entregava-se às mais incríveis depravações: grandes orgias, danças, em flagrante loucura, não havendo qualquer respeito humano.

“À Brumália pagã, celebrado a 25 de Dezembro seguia-se Saturnália, que ia do dia 17 ao dia 24, festejando o dia mais curto do ano e o nascimento do (novo-sol).”

Estas festividades pagãs estavam profundamente amigadas nos costumes populares, para serem abandonadas pela influência (cristã) oficial. Como eram acompanhadas de orgias, agradavam tanto, que os (cristãos oficiais de Roma) viram com agrado uma desculpa para continuarem a celebra-la sem grandes alterações no espírito e na forma.

A festa germânica pagã do solestício do inverno, a YULE, tinha como costumes principais os grandes banquetes, a folia, a troca de presentes, os cérios acesos, as achas de madeira, os enfeites e as árvores.

Pregadores cristãos do ocidente protestaram contra a irreverência com que se celebrava o nascimento de Cristo; e muitos cristãos da Mesopotâmia acusavam os irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao sol, por estes aceitarem como cristã esta festividade pagã.

A aprovação dada por Constantino em relação ao domingo como dia de descanso, tem a ver com toda esta trama mítica.

“A substituição do sábado pelo domingo, (em inglês sunday, isto é, dia do sol) foi feita para agradar aos pagãos adoradores do sol. E a influência do maniqueismo, que identificava o Filho de Deus com o sol físico, proporcionou a esses pagãos do século 4º, agora convertidos em massa ao cristianismo, o pretexto necessário para chamar á sua festividade pagã de 25 de Dezembro o dia de nascimento do *filho de Deus.” (in Enciclopédica de Conhecimentos Religiosos. Schaff - Heazog)

Durante os dois primeiros séculos da era cristã, a igreja não fazia ideia de qualquer festejo comemorando o nascimento de Jesus Cristo, pois ele não deu qualquer mandamento para tal, nem mesmo aos apóstolos alguma vez o recomendou.

Em meados do 3º século os cristãos porque os adoradores do sol celebravam duas festas durante o ano e eles achavam que deveriam ter também as suas, pois as escrituras chamam a Deus "um sol e escudo" (Salmos 84.11).

No ano de 245 o teólogo Origenes repudia a ideia dos festejos do nascimento de Cristo como se ele fosse um faraó.

Nesse tempo as opiniões eram diversas:

Dizia-se que Jesus tinha nascido em 20 de Maio; outros opinavam que deveria ser em 19 ou 20 de Abril.

Clemente de Alexandria nos (Stromata) condenava essas especulações que se faziam, porém afirmava ter sido em 17 de Novembro.

Muitos afirmavam ainda que a data certa era 6 de Janeiro: e foi esta data que a igreja do oriente continuou a celebrar, depois de separar-se da do ocidente.

“Na fixação da data do nascimento de Cristo influíram, antes de mais, factores astrológicos. Primeiro começou-se por escolher as datas do equinócio da Primavera. Depois influíram também razões de índole escriturística, pois o profeta Malaquias chama ao Messias *o Sol da Justiça.” (in Expresso 22 de Dezembro 1978 - Manuel Ferreira)

No ano de 354 começou-se a celebrar o Natal, mas cada qual na sua data.

“A partir do ano de 354, alguns bispos latinos transferiram o dia de Natal de 6 de Janeiro para o 25 de Dezembro, data em que se celebrava um a festa mitraista, ou (nascimento do sol invicto). Os sírios e os arménios que continuaram com a data de 6 de Janeiro, acusavam os romanos de idólatras e adoradores do sol, alegando que a festa de 25 de Dezembro tinha inventada pelos discípulos de coríntios.” (in Encyclopedia Britannica )

“No ano de 406 foi fixada a data de 25 de Dezembro a fim de cristianizar grandes festas pagãs realizadas nesse dia.” (in *babilônia ontem e hoje - Abraão de Almeida)

A data do nascimento de Cristo viria a ser fixada no dia 25 de Dezembro sobretudo por razões socio-culturais. A data provém do calendário civil romano e assinala a festa mitraista do (sol-invictus) introduzida em Roma pelo imperador Aureliano no ano 274. Esta festa teve muito êxito e popularidade porque se celebravam os sóis - os génios da humanidade - as artes. No ano de 362 a festa era celebrada com muita pompa, como o atesta o (De solerege), escrito por Juliano o apóstata.

No século 4º os cristãos tinham já conquistado em Roma um espaço cultural muito amplo e assim iniciaram e realizaram com êxito o processo de recuperação eclesial da festa pagã.

Foi assim que no século 4º o 25 de Dezembro passou a ser a festa do (Dies Natalis Domini), por decreto do papa Libério.

De origem romana, esta festa estendeu-se às igrejas do império, mas com algumas dificuldades, sobretudo no Oriente, onde a Epifania estava mais implantada.

Em África a festa de Natal impôs-se rapidamente graças às posições dos donatistas que recusavam a festa da Epifania, comemoração do baptismo de Cristo, também na Gália a festa de 25 de Dezembro se implantou com sucesso, como atestam as conclusões do concílio de Adge em 506.

Na Palestina e no Egito a festa demorou mais tempo a ganhar raízes. São do ano de 432 os primeiros testemunhos da festa de Natal em Alexandria; E só pelos anos 634 ou 638 é que a festa de 25 de Dezembro tomou forma definitiva em Jerusalém.

Em Constantinopla o Natal foi instituído por volta do ano de 386. Foi João Crisóstomo, ainda diácono, quem deu a grande novidade ao povo anunciando que naquele ano se começaria a celebrar em 25 de Dezembro a festa do nascimento de Cristo.

Mais tarde precisamente no ano 425, a festa passou a fazer parte dos dias em que eram proibidos os jogos.

Ao perigo da fazer o Natal uma festa socialmente bem aceite mas muito diluída no paganismo se deve a advertência do papa Leão I, o Grande; (440 a 461), que no seu sermão 22 sobre a (natividade do Senhor) admoestava os cristãos a não confundirem Cristo com os sóis naturais . (in Expresso 22 Dezembro de 1978 Manuel Ferreira)

“Uma festa foi estabelecida em memória da nascimento de Cristo no século 4º. No século 5º a igreja ocidental deu ordem para que fosse celebrada para sempre no dia da antiga festividade romana em honra do nascimento do sol, por não se conhecer ao certo o dia exacto do nascimento de Cristo.“ (Enciclopédia Americana Edição 1944)

No ano 527 o imperador Justiniano mudou a sede do império para Roma. E com esta mudança houve sérias transformações na igreja, nomeadamente a primazia dada ao bispado - causa do grande cisma.

Este imperador decretou então ditatorialmente que se celebrasse a festa do Natal a 25 de Dezembro.

O CULTO ENTRE NÓS

“Em algumas terras bragantinas começam as festas de natal no dia 13 de Dezembro com bailados acompanhados de constantes libações nineácias.
Na noite de consoada (24 de Dezembro) esfusia o entusiasmo por toda a parte. A lareira é bem fornida de lume de que se guarda o melhor tição para acender pelo ano adiante quando surjam trovoadas para evitar que danifiquem os frutos.
Vai-se depois à (missa do galo) e beija-se o deus- menino.
Seguem-se os festejos de santo Estevão a 26 de Dezembro; de S.João, a 27; de S.Silvestre, a 31; do ano-novo, a 1 de Janeiro; e dos Reis a 6.
Estes usos derivaram da Saturnália celebrada pelos romanos durante 8 dias, começados a 17 de Dezembro convivendo fraternalmente ricos e pobres e sendo estes servidos à mesa por aqueles num ambiente de igualdade entre os homens, em memória da idade áurea simbolizada por Saturno.
A esta folgança agregaram-se as Juvenais, festas celebradas pela gente moça no dia 24 de Dezembro, com lautas patuscadas, além de que no dia 21 do mesmo mês se sacrificava a Vénus, cujos cultos sempre tiveram muito de brincalhões.
Estes costumes atingiram o apogeu na Idade Média com a (festa dos loucos) que era celebrada por clérigos de ordens menores, diáconos e sacerdotes, durante 12 dias, ou seja: desde o dia de Natal ao dia de Reis. As grandes fogueiras e a lenha estão relacionadas com os ritos de fogo, celebrados em tempos anteriores ao cristianismo, no solestício do inverno, como culto propriciatório ao Sol.” (padre Francisco Manuel Alves. Abade de Baçal. 1934)

CONCLUSÃO

“Como a Bíblia não revela a data exacta do nascimento de Cristo, os primeiros cristãos não celebravam o seu nascimento, porque consideravam a comemoração do aniversário um costume pagão.” (in Enciclopédia Delta Universal)

“A noção de uma festa de aniversário natalício era alheia às ideias dos cristãos nos 3 primeiros séculos da nossa era.” (in História da Religião e da Igreja Cristãs, Augustus Neander)

A celebração do nascimento de Jesus Cristo é oriunda dos costumes pagãos antigos e foi adoptada devido à apostasia da igreja, a qual foi pouco a pouco introduzindo os rituais das religiões primitivas coexistentes.

Antes de conhecermos Cristo, como conhecemos hoje e antes de penetrarmos nos mistérios que dizem respeito à genuína fé, também andávamos segundo os costumes dos (adoradores dum deus) que não é nosso.

“Porque é bastante que no tempo passado da vida, fizéssemos a vontade dos gentios, andando em dissoluções, concupiscências, borrachices, glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias; e acham estranho não correrdes com eles no mesmo desenfreamento de dissolução, blasfemando de vós.” - 1Pedro 4.3-4

O nascimento neste mundo é um acto carnal e sabemos que tudo o que se celebre relativo a ele é da vontade da carne.

Mas Jesus não é mais segundo a carne; e deve ser adorado e solenizado como ele é actualmente .

“Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos deste modo.” - 2Cor. 5.16

Portanto devemos seguir o exemplo dos nossos antepassados irmãos que celebravam, não em glutonerias e embriaguez, a (festa da sua libertação), alegrando-se no Espírito Santo.

“E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.” - Actos 2.46-47

A data em que o nascimento de Jesus Cristo ocorreu nos nossos corações, num verdadeiro natal criativo, em que tudo se fez novo e produziu novos e sãos frutos espirituais, é que é a nossa festa permanente.

Manuel José dos Santos
Revista Compreender

 
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